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O novo super-homem

O modelo masculino mudou, diversificou-se e ganhou novos papéis. Entenda a mudança e saiba como conviver com ela

por Rogério Schlegel | fotos Ivan Shupikov | produção Silvia Goichman

Primeiro encontro. Ela sugere um restaurante. Alguns drinques antes do jantar quebram o gelo. Na mesa, o prato de entrada é delicado, ela adora. O principal está no ponto. O vinho é divino e eles pedem outra garrafa. A sobremesa adoça o encontro. O café os ajuda a se manter atentos um ao outro. E o licor deixa um gosto de promessa no ar. Eles decidem ir a outro lugar mais tranqüilo. Ele pede a conta. A nota chega e ele se esforça para manter o rosto calmo, mas o valor é mais do que ele pode pagar. De repente, lembra-se dos gastos extras que teve com a ex-mulher, o carro e o conserto do banheiro. O que ele faz? a) Decide fazer um empréstimo no dia seguinte e paga a conta; b) Pede ajuda a ela para pagar a despesa; c) Paga metade e entrega a conta a ela; d) Entrega a conta toda para ela pagar; e) Fica paralisado, sem saber o que fazer.

Está difícil ser homem hoje em dia. São cada vez mais comuns situações como a descrita acima, em que os homens já não sabem como agir. O velho modelo dos nossos pais e avós já não serve mais, mas também não está sepultado. Continua por aí, nos assombrando. E, se há alguma certeza entre os estudiosos do assunto, é que o papel masculino está em transição, ou melhor, em multiplicação, pois agora não se pensa mais em um papel masculino, mas em papéis masculinos. Assim, no plural.

Mas, como toda transição, os novos tempos trazem oportunidades para quem encará-los com tranqüilidade. O papel de machão tinha seu lado confortável, porque era bom dominar, mas obrigava o homem a se fingir de Super-Homem, sem fragilidades ou contato com suas emoções. E tem coisa melhor do que chorar quando se está triste, dividir o sustento da casa e compartilhar decisões importantes? Para quem não tem superpoderes, nada mais confortável do que tirar a fantasia e viver feliz como Clark Kent.

Mudança forçada
Foi nas últimas três ou quatro décadas que o papel do homem mudou de maneira radical. O avô da gente sabia que não podia chorar ou mostrar sentimentos. Bonito era ser durão, agressivo, até. E trazer para casa o pão de cada dia, pois não ficava bem mulher trabalhar fora. Quem cuidava dele, da roupa passada ao zelo com a saúde, era a patroa. Natural: homem não prestava atenção nessas coisas. Sujeito muito vaidoso era maricas.

Todo mundo sabe que esses valores mudaram, mas não pense que foi porque o homem quis. Pelo contrário. Muitos quiseram resistir, mas não tiveram escolha, porque a mudança foi social. Os papéis de homem e mulher estão mudando desde a Revolução Industrial, no século 18, quando as máquinas facilitaram ou substituíram o trabalho humano. Não era preciso ser um Hércules para apertar botões, e a força bruta masculina, que por séculos foi o centro de seu papel, perdeu importância até chegarmos ao mundo de hoje, em que o trabalho intelectual é disparado o mais reconhecido. Outras revoluções acompanharam essa mudança. As mulheres saíram para o trabalho, ganharam salário, viraram consumidoras com voz própria e geraram negócios. De repente, elas tinham opinião e podiam até casar com quem quisessem. E ai do homem que ficasse em seu caminho. Mas tudo isso já é história.

A novidade é que o feminismo obrigou o homem a se questionar, e as questões não têm fim. Como se relacionar com essa nova mulher vencedora? Que lugar devem ter na vida do homem o trabalho, a família, o amor? Homem pode trair? Menino também chora? É o marido que tem de levar o carro ao mecânico e trocar lâmpadas? Ele tem de ganhar mais do que a esposa? Pode mostrar insegurança? E o que fazer com a conta do restaurante?

Seu pai tinha lá suas respostas para essas perguntas, mas as explicações dele não servem para você. Na falta de um modelo claro de homem no qual devemos nos espelhar, a geração que tem hoje entre, digamos, 20 e 50 anos está enfrentando o desafio de reinventar a masculinidade. É dose para leão - para usar uma expressão do vovô (aliás, alguém ainda se lembra do leão, esse bicho machista e fora de moda que era o rei dos animais?).

Busca de novos padrões
É difícil definir novos padrões capazes de deixar o homem atual à vontade. Mesmo inconscientemente, somos assombrados por comportamentos machistas. Até no caso daqueles que se julgam bem resolvidos. Não é uma cena incomum: o casal chega à noite do trabalho e o moderninho diz que vai ver o noticiário ou o começo do jogo - deixando para ela o preparo do jantar. Outro diz que dedica um bom tempo aos filhos, mas em geral é no lazer. As obrigações sobram para a mulher. Na separação, ele jamais cogitaria sinceramente ficar com as crianças. Pois é...

"Há muita propaganda enganosa sobre esse tal de novo homem", avalia o psicólogo Bernardo Jablonski, professor da PUC do Rio. "O homem tem uma opinião liberal em relação às mulheres e aos papéis, mas na prática ainda se comporta mais como seu pai ou seu avô", diz. Pode até ajudar nas tarefas domésticas, mas a própria expressão "ajudar" já pressupõe que esse trabalho não é sua responsabilidade. "As mulheres reclamam muito, mas compactuam com isso", diz Jablonski. Natural. A transformação de um hábito é lenta. O homem muda, mas não na velocidade que ele - e, mais ainda, a mulher - gostaria. Além disso, é preciso estar atento à educação que se dá aos filhos. O professor da PUC acredita que mesmo as atuais gerações de homens urbanos são educadas para terem atitudes conservadoras. Os garotos são ensinados a separar sexo de afeto, o que não acontece com as garotas, por exemplo.

A saída para a encruzilhada masculina não é fácil, porque não basta negar tudo o que o homem machista fazia para se chegar a um novo modelo ideal. Isso serve, no máximo, de ponto de partida. Quer ver? Peguemos um consenso sobre o novo homem: ele não deve esconder suas emoções nem se negar a discutir seus sentimentos. Todo mundo de acordo, certo? E se o diretor chorar numa reunião, ao não saber responder a uma questão do presidente? Não pode, né? Nem que fosse mulher. No trabalho, tem que ser profissional. Então, vamos refazer. Fica assim: o homem não deve esconder seus sentimentos das pessoas de que gosta. Aí o sujeito vira para a esposa e diz, com o coração aberto: "Para mim é indiferente a maneira como você corta seu cabelo". Piorou. Digamos então que "o homem não deve esconder seus sentimentos das pessoas de que gosta, desde que sua exposição não as magoe gratuitamente". Talvez tenhamos que melhorar isso aí, mas já começa a complicar, né? E isso faz pensar: é razoável esperar que homens e mulheres entendam e respondam a todos os anseios uns dos outros? Homens podem pensar como mulheres e vice-versa? Homens e mulheres são diferentes?

Marcianos e venusianas
Mesmo entre estudiosos do assunto, a resposta a essas perguntas depende do interlocutor. Na psicanálise, por exemplo, há quem acredite que as diferenças que enxergamos foram inventadas numa espécie de delírio coletivo, porque ser homem ou mulher não é o mais importante para definir quem somos. Já para a biologia, as diferenças são claras, e as pesquisas científicas trazem mais e mais detalhes sobre elas. Mas, embora as descobertas sejam interessantes, a capacidade dessa ciência para explicar os papéis sociais é limitada.

As pesquisas mais curiosas nessa área tratam do funcionamento do cérebro. O filósofo social e terapeuta familiar Michael Gurian, autor de livros sobre o assunto, acredita que os cérebros masculino e feminino têm características próprias. Ao longo de milhões de anos, o cérebro do homem esteve voltado para a caça e a construção, privilegiando as habilidades espaciais complexas. Por isso é mais fácil para ele medir, distribuir e manipular objetos, por exemplo. Em compensação, essas funções deixaram menos áreas cerebrais para o uso e a produção de palavras - um ponto forte das mulheres. Elas têm áreas dedicadas à linguagem nas duas metades do cérebro, enquanto eles só as têm em um dos hemisférios cerebrais, o esquerdo. Isso, dizem os biólogos, poderia explicar por que os homens tendem a agir primeiro e perguntar depois. O jeito mais meigo das mulheres e mais enérgico dos homens também poderia ser explicado por diferenças biológicas, sustenta Gurian (leia quadro na página 28).

Estuda-se também o comportamento e as atitudes dele e dela. "Homens e mulheres diferem em todas as áreas de suas vidas", sustenta John Gray, autor de Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus, um best seller dos anos 90. Na sua avaliação, os dois "pensam, sentem, percebem, reagem, respondem, amam, precisam e apreciam diferentemente" - daí a definição de que é como se tivessem vindo de planetas diferentes. Gray acredita que a base de muitos problemas de relacionamento é o fato de homens e mulheres se esquecerem de que são bem diferentes. Eles esperam que as mulheres reajam como homens e elas esperam que os homens reajam como mulheres. Nada mais equivocado, sustenta Gray, depois de analisar questionários de mais de 25 mil pessoas e conversar com outros milhares.

Ele chegou a generalizações que, claro, não servem para encaixar o comportamento de todo mundo. Afinal, muitos homens também têm características femininas e vice-versa. Mas quer ver como as generalizações espelham atitudes de homens e mulheres que você conhece? Eles, os marcianos, não tendem a valorizar o poder, a competência e a eficiência? E as venusianas, elas não valorizam o amor, a comunicação, a beleza e os relacionamentos? Gray também sustenta, veja só, que as mulheres, quando têm um problema, querem falar sobre ele e precisam ser ouvidas com atenção para se sentirem apoiadas. Os homens, imagine, preferem se fechar até chegarem a algo que pareça uma solução. E ai daquela que der um conselho sem ter sido consultada! (Identificou-se? Leia outros exemplos no quadro na pág. 24.)

A masculinidade é tão complicada que merecia uma ciência nova. E não é que ela existe? É o masculismo, cuja principal indagação é "o que é ser homem?". "O masculismo procura enxergar o homem como um todo, para redefini-lo", afirma o psiquiatra Luiz Cuschnir, que trouxe para o Brasil o termo masculismo e é autor de sete livros sobre os papéis do homem e sua relação com as mulheres. Cuschnir coordena grupos de gênero no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, nos quais homens falam sobre suas vivências e angústias. Com base em sua experiência de 30 anos, o psiquiatra vê um avanço claro dos homens, que questionaram e ampliaram seus limites e saíram da estagnação para uma posição criativa. "Para chegarmos a novos papéis nos quais nos sintamos confortáveis, é preciso um aprendizado", avalia Cuschnir, que não arrisca um prazo para que isso aconteça.

Na verdade, pouco importa. A mudança é um fato e, entre os problemas que ela pode trazer, os piores estão reservados a quem tentar parar o bonde da história. "Os homens e as mulheres que não quiserem ser atropelados deverão praticar a arte de seguir em frente sem mapas e modelos que predeterminem suas escolhas. A razão é simples: esses mapas e modelos não existem", diz George Barcat, filósofo da Associação Palas Athena, de São Paulo. "A personalidade não é um dado, é fruto de um processo de criação de si mesmo." O conselho é: não resista. Em vez disso, que tal atentar para as oportunidades que esse homem traz?

O direito de sentir
Já há conquistas para comemorar. Antes, os medos e fraquezas do homem eram inconfessáveis. Desde pequeno, ele aprendeu a segurar o choro cada vez que caía no chão. E achava que era o único responsável pelo bem-estar material e pela felicidade da esposa e dos filhos, tudo isso sem pedir ajuda para ninguém. Ele tinha que tomar decisões sozinho, quase sem compartilhar. Em resumo, o homem vivia a ilusão de que ter poder levaria à felicidade, uma fantasia perigosa que o levou a uma vida emocional desértica e a um infarto prematuro (na maioria das sociedades os homens vivem em média menos que a mulher, e isso não é genético).

Mas isso está mudando. Aos poucos, o homem se sente mais à vontade para entrar em contato com seus sentimentos e expressá-los, o que contribui para destrinchar seus problemas emocionais e fazê-lo mais feliz. Mas ainda há um longo caminho a percorrer.

É verdade que confessar medos e fracassos a um amigo, algo impensável há algumas gerações, já é coisa normal. Mas chorar diante do mesmo amigo, por amor ou algo que possa expressar fraqueza pessoal, ainda é um tabu no caminho da felicidade. E muitos homens ainda resistem à idéia de buscar ajuda com psicoterapia ou outras formas de equilíbrio, como yoga. A eles, o conselho dos especialistas: o mundo mudou. Não é vergonha pedir ajuda.

Esse caminho promete ainda mais satisfação. Luiz Cuschnir diz que o homem tem uma vida emocional tão rica quanto a mulher, mas é mais restritivo na comunicação dos sentimentos. "Isso se deve ao aprendizado por que passou na sociedade e na cultura e à própria reação das mulheres", afirma o psiquiatra. Sim, a reação delas. Hoje, diz Cuschnir, são as mulheres que mostram grande dificuldade em ouvir o que o homem tem para dizer, inclusive porque o homem demanda uma abordagem específica de seus sentimentos, pois não trabalha com eles da mesma forma que sua parceira.

Ajuda nas contas
O homem ainda privilegia a esfera do trabalho em relação à vida sentimental ou familiar, segundo pesquisas de opinião e relatos de terapeutas. Continua sendo fundamental para a felicidade dele conseguir dinheiro e sucesso no trabalho. E não são poucas as esposas que esperam segurança material dos maridos. Mas está ficando para trás o tempo em que os homens literalmente morriam de trabalhar, sem dar atenção a outras formas de se realizar.

A emancipação financeira da mulher aliviou a pressão sobre ele, antes considerado o provedor por excelência, e o homem viu sair de seus ombros a responsabilidade exclusiva pelo sustento da família. Homem de seu tempo, o dono-de-casa Marcelo Saula, 33, não tem emprego remunerado. Cuida da casa e da filha enquanto a mulher, a jornalista Soninha Francine, trabalha. "Em casa, eu lavo a louça e a roupa, cozinho, limpo a casa e faço supermercado. Ela paga as contas - e não me sinto mal por isso." É claro que causa estranhamento. "Às vezes rolam umas piadas, tipo 'Ah, queria ser o seu marido, que não faz nada'", diz Soninha. "As pessoas parecem esquecer que cuidar de filho e da casa é um supertrabalho."

Dono-de-casa
Se a mulher fez o caminho de casa para a rua, os homens tomam o rumo inverso. Cozinhar e ficar com os filhos, por exemplo, se mostraram atividades prazerosas. Na TV, proliferaram programas de cozinha para homens.

Eles também se preocupam em assumir seu lugar na formação dos filhos. "Antes o pai saía cedo e voltava tarde, nem podia se dedicar aos filhos. Hoje é possível aproveitar o crescimento deles. De madrugada, quando o bebê chora, eu que levanto", diz o jornalista Paulo Buscato, de São Paulo. E a presença do pai é fundamental, por exemplo, para ajudar um menino a se diferenciar da mãe, a construir sua identidade. Os homens estão hoje mais atentos para isso, não só por obrigação, mas também por prazer. Em terapias, é usual os homens relatarem como se sentem felizes convivendo com as crianças. "Nada paga a emoção de acompanhar o crescimento da filha", diz o dono-de-casa Marcelo Saula.

O apego à casa aparece também no maior carinho com a decoração, antes uma prerrogativa feminina. "As tarefas da casa a gente divide por afinidade, sem essa coisa de eu fiz isso ou aquilo", diz o pesquisador Marcelo Faria, 38, de Barretos. "Adoro cozinhar e assumi a cozinha. Quando ela chega do trabalho, a janta está pronta. Também cuido do jardim e planto meus temperos. A cada duas semanas compro flores para a casa." Sua mulher, a professora de inglês Fabiana De Vito, diz que adora o arranjo, mas sabe que ele é incomum. "As pessoas estranham quando descobrem que ele cozinha e enfeita a casa."

Também houve ganhos na flexibilidade da estrutura familiar. Homens e mulheres hoje têm liberdade para procurar sua felicidade em arranjos diferentes. A convivência sem casamento é mais aceita, as separações são vistas com maior naturalidade, os filhos deixaram de ser uma conseqüência esperada da união e se tornaram uma escolha. Todos ganharam o direito de procurar com menos restrições sua felicidade no campo sentimental. O homem não é mais escravo de relações de fachada, tão comuns no passado.

Ele se cuida
Livre da fórmula homem-provedor-mulher-prendada, o homem percebeu que cuidar de si dá prazer e não é vergonhoso. Cuidar do corpo, da pele e da roupa passou a ser tão comum quanto lavar o carro no domingo. A nova atitude cunhou até um nome novo, o metrossexual, criado nos anos 90 pelo inglês Mark Simpson para designar a pessoa (não só o homem) vaidosa ao extremo, que usa as facilidades das grandes cidades (metro é de metropolitano) para viabilizar um egocentrismo nada saudável. Nada a ver com o conceito que a indústria de cosméticos anda querendo vender, de um sujeito vaidoso e bem resolvido. Simpson esclarece que o metrossexual nem é necessariamente hétero, nem homem.

Reconhecer as conquistas e aproveitá-las ajuda a encarar a transição. A mudança traz insegurança, mas há muito o que ganhar, hoje e no futuro. "Apesar da crise, vivemos um momento riquíssimo", diz Cuschnir. "Não se trata apenas de ver homens e mulheres mudando. Estamos presenciando a evolução da humanidade, que caminha para um patamar melhor."

Eles e elas
Depois de aplicar 2 mil questionários e conversar com outros milhares de pessoas, o pesquisador norte-americano John Gray concluiu que homens e mulheres são tão diferentes que é como se tivessem vindo de planetas distintos. Veja as diferenças entre os marcianos e as venusianas:

o que valorizam
Eles prezam o poder, a competência, a eficiência e a realização
Elas se importam com o amor, a comunicação, a beleza e os relacionamentos

a auto-imagem
Eles avaliam seu sucesso por sua habilidade em alcançar resultados
Elas tomam como base a qualidade dos seus relacionamentos

o que vestem
Eles gostam de uniformes, como o de policial
Elas curtem roupas que expressem seu humor no dia

diante dos problemas
Eles ficam em silêncio e tentam soluções sozinhos
Elas querem conversar e compartilhar idéias

na comunicação
Eles adoram dar conselhos e detestam recebê-los sem pedir
Elas se sentem amparadas quanto ouvidas com atenção

Cabeça de homem
engenheiro - Desenvolvida ao longo de milhões de anos caçando e construindo, fez o homem apto para planejamento mecânico, medição, direção e manipulação de objetos.

introspectivo - A mulher tem duas áreas voltadas à comunicação no cérebro. O homem só tem uma. Eles usam metade do volume de palavras que as mulheres usam.

impulsivo - Os homens produzem menos serotonina, um tipo de tranqüilizante natural. Por isso, tendem a agir por impulso.

agressivo - As mulheres possuem em maior quantidade as substâncias que geram o instinto de "cuidar e acudir" e criam os laços afetivos. A deficiência dessas substâncias inclina o cérebro dele à agressividade e dificulta a criação de laços. Os machos humanos ainda têm mais testosterona, hormônio que favorece a competitividade.

memória ruim para emoções - O centro de memória no cérebro delas é maior e possui mais conexões com as áreas onde nascem as emoções. Os cientistas acham que essa diferença se desenvolveu ao longo da evolução para que elas pudessem decifrar os sinais das crianças.

relaxado O cérebro feminino está constantemente trabalhando e exige fluxo de sangue 15% maior do que o dos homens. O masculino diminui sua atividade com mais freqüência, como se cochilasse. É quando, por exemplo, um homem está diante da TV sem prestar atenção.

Fonte: Michael Gurian, autor de Afinal, o que Pensam os Homens?

Para saber mais
• Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus John Gray, Rocco
• Homens sem Máscaras, Luiz Cuschnir, Campus
• Os Bastidores do Amor, Luiz Cuschnir, Elsevier
• Afinal, o que Pensam os Homens?, Michael Gurian, Elsevier

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