PUBLICIDADE PUBLICIDADE
Buscar:
100 RESPOSTAS AGENDA BIBLIOTECA COLUNAS COMER EQUILÍBRIO GENTE GRANDES TEMAS HORIZONTES MENTE ABERTA MORAR VÍDEOS

Matera

As pedras da milenar cidade italiana contemplam a passagem do tempo

texto Edward Lenzi fotos Claus Lehmann

slideshow-matera-01.jpg|Matera, no sul da Itália, na região da Basilicata, é uma cidade rara, daquelas que revelam ser, antes de quaisquer outros rótulos, um lugar de pequenas histórias. Histórias das mais cotidianas às curiosas, histórias dos anônimos que ali se deixam perder ou de mestres do cinema interessados em contar as suas. Pier Paolo Pasolini filmou ali seu Evangelho Segundo São Mateus (1964) e Mel Gibson, sua Paixão de Cristo (2004), por encontrarem quase intocada, no sul da Itália, uma réplica em pedra e austeridade da Jerusalém bíblica. A história de Matera abunda em incertitudes. Sabe-se, por exemplo, que, após a queda do Império Romano do Ocidente (476), a cidade foi destruída pelos ostrogodos e logo depois dominada pelo Império Bizantino. Sofreria outras destruições e novos renascimentos. É um desses milagres improváveis, portanto, que parte de sua beleza pétrea tenha sido preservada para o desfrute dos séculos seguintes. Únicos, os “sassi” (pedras) são os antigos bairros rupestres de Matera, sugerem desordem (e efetivamente as edificações são erguidas umas sobre as outras). Foram essas casas amontoadas, em tom ocre, que fizeram da cidade um patrimônio cultural da humanidade. Pudera: muitas das edificações ainda em uso contam com mais de nove séculos. Pouco se pensa sobre o momento de deixar a cidade, ainda que este esteja próximo. Pensa-se sim, e muito, em como se tornar mais parte dali, de suas pedras, suas muitas igrejas, suas casas incrustadas na rocha e seu tempo único. Lá não se tem pressa. Tem-se calma de viver como em poucos cenários ainda se presencia. Calma que se move com vagar pelos labirintos de pedra, já que ali se tem a certeza (quase) irrefutável da eternidade.|Casas, algumas com até nove séculos, parecem ordenadas aos pés da torre do Duomo di Matera, no alto e ao longe slideshow-matera-02.jpg|Matera, no sul da Itália, na região da Basilicata, é uma cidade rara, daquelas que revelam ser, antes de quaisquer outros rótulos, um lugar de pequenas histórias. Histórias das mais cotidianas às curiosas, histórias dos anônimos que ali se deixam perder ou de mestres do cinema interessados em contar as suas. Pier Paolo Pasolini filmou ali seu Evangelho Segundo São Mateus (1964) e Mel Gibson, sua Paixão de Cristo (2004), por encontrarem quase intocada, no sul da Itália, uma réplica em pedra e austeridade da Jerusalém bíblica. A história de Matera abunda em incertitudes. Sabe-se, por exemplo, que, após a queda do Império Romano do Ocidente (476), a cidade foi destruída pelos ostrogodos e logo depois dominada pelo Império Bizantino. Sofreria outras destruições e novos renascimentos. É um desses milagres improváveis, portanto, que parte de sua beleza pétrea tenha sido preservada para o desfrute dos séculos seguintes. Únicos, os “sassi” (pedras) são os antigos bairros rupestres de Matera, sugerem desordem (e efetivamente as edificações são erguidas umas sobre as outras). Foram essas casas amontoadas, em tom ocre, que fizeram da cidade um patrimônio cultural da humanidade. Pudera: muitas das edificações ainda em uso contam com mais de nove séculos. Pouco se pensa sobre o momento de deixar a cidade, ainda que este esteja próximo. Pensa-se sim, e muito, em como se tornar mais parte dali, de suas pedras, suas muitas igrejas, suas casas incrustadas na rocha e seu tempo único. Lá não se tem pressa. Tem-se calma de viver como em poucos cenários ainda se presencia. Calma que se move com vagar pelos labirintos de pedra, já que ali se tem a certeza (quase) irrefutável da eternidade.|Com becos, ruelas e acessos milenares, Matera tem ares de cidade bíblica recuperada pelas lentes do cinema slideshow-matera-03.jpg|Matera, no sul da Itália, na região da Basilicata, é uma cidade rara, daquelas que revelam ser, antes de quaisquer outros rótulos, um lugar de pequenas histórias. Histórias das mais cotidianas às curiosas, histórias dos anônimos que ali se deixam perder ou de mestres do cinema interessados em contar as suas. Pier Paolo Pasolini filmou ali seu Evangelho Segundo São Mateus (1964) e Mel Gibson, sua Paixão de Cristo (2004), por encontrarem quase intocada, no sul da Itália, uma réplica em pedra e austeridade da Jerusalém bíblica. A história de Matera abunda em incertitudes. Sabe-se, por exemplo, que, após a queda do Império Romano do Ocidente (476), a cidade foi destruída pelos ostrogodos e logo depois dominada pelo Império Bizantino. Sofreria outras destruições e novos renascimentos. É um desses milagres improváveis, portanto, que parte de sua beleza pétrea tenha sido preservada para o desfrute dos séculos seguintes. Únicos, os “sassi” (pedras) são os antigos bairros rupestres de Matera, sugerem desordem (e efetivamente as edificações são erguidas umas sobre as outras). Foram essas casas amontoadas, em tom ocre, que fizeram da cidade um patrimônio cultural da humanidade. Pudera: muitas das edificações ainda em uso contam com mais de nove séculos. Pouco se pensa sobre o momento de deixar a cidade, ainda que este esteja próximo. Pensa-se sim, e muito, em como se tornar mais parte dali, de suas pedras, suas muitas igrejas, suas casas incrustadas na rocha e seu tempo único. Lá não se tem pressa. Tem-se calma de viver como em poucos cenários ainda se presencia. Calma que se move com vagar pelos labirintos de pedra, já que ali se tem a certeza (quase) irrefutável da eternidade.| slideshow-matera-04.jpg|Matera, no sul da Itália, na região da Basilicata, é uma cidade rara, daquelas que revelam ser, antes de quaisquer outros rótulos, um lugar de pequenas histórias. Histórias das mais cotidianas às curiosas, histórias dos anônimos que ali se deixam perder ou de mestres do cinema interessados em contar as suas. Pier Paolo Pasolini filmou ali seu Evangelho Segundo São Mateus (1964) e Mel Gibson, sua Paixão de Cristo (2004), por encontrarem quase intocada, no sul da Itália, uma réplica em pedra e austeridade da Jerusalém bíblica. A história de Matera abunda em incertitudes. Sabe-se, por exemplo, que, após a queda do Império Romano do Ocidente (476), a cidade foi destruída pelos ostrogodos e logo depois dominada pelo Império Bizantino. Sofreria outras destruições e novos renascimentos. É um desses milagres improváveis, portanto, que parte de sua beleza pétrea tenha sido preservada para o desfrute dos séculos seguintes. Únicos, os “sassi” (pedras) são os antigos bairros rupestres de Matera, sugerem desordem (e efetivamente as edificações são erguidas umas sobre as outras). Foram essas casas amontoadas, em tom ocre, que fizeram da cidade um patrimônio cultural da humanidade. Pudera: muitas das edificações ainda em uso contam com mais de nove séculos. Pouco se pensa sobre o momento de deixar a cidade, ainda que este esteja próximo. Pensa-se sim, e muito, em como se tornar mais parte dali, de suas pedras, suas muitas igrejas, suas casas incrustadas na rocha e seu tempo único. Lá não se tem pressa. Tem-se calma de viver como em poucos cenários ainda se presencia. Calma que se move com vagar pelos labirintos de pedra, já que ali se tem a certeza (quase) irrefutável da eternidade.|Festinhas e recitais animam a velha cidade, que se renova todos os dias graças aos visitantes que chegam, fascinados pela atmosfera única
Conheça a edição do mês Conheça a edição deste mês folheando a revista aqui no site Destaques da edição Edições anteriores Assine a revista Folheie a edição
PUBLICIDADE:
Simplifique a sua vida
DÚVIDAS EXPEDIENTE FALE CONOSCO NEWSLETTER MINHA ASSINATURA LOJA ABRIL
Editora Abril Copyright © 2009 Editora Abril S.A.
Todos os direitos reservados. All rights reserved