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Susan Coppard, ou Sue, como prefere ser chamada, estava perto dos 30 anos no início da década de 70 e convivia com escritores e intelectuais em uma Londres excitante e cheia de bossa, como ela diz. Era secretária da revista inglesa Resurgence, cujos temas principais são política, ecologia e espiritualidade, e vivia urbanamente feliz, até o dia em que começou a sentir saudades da terra fresca e da infância, quando corria livremente e colhia frutos silvestres na fazenda dos tios. Confessou esse desejo a um amigo, que a colocou em contato com o vice-diretor do Emerson College (universidade inglesa que segue os princípios da antroposofia), que convenceu os administradores da fazenda-escola do curso de Agricultura Biodinâmica todos céticos com a idéia de uma urbana brincando de fazendeira a aceitá-la para um fim de semana no campo. Só faltava companhia. Com um anúncio na revista Time Out, Sue selecionou dois interessados. O fim de semana foi ótimo, nos divertimos e conversamos muito enquanto retirávamos ervas daninhas, diz. A experiência se espalhou, virou matéria na imprensa e ganhou dimensões inesperadas. Outros urbanos começaram a ligar para Sue buscando algo similar. Assim surgiu a World-Wide Opportunities on Organic Farms (oportunidades pelo mundo em fazendas orgânicas). Desde 1971, 50 países diferentes se envolveram com o WWOOF, organizando vivências no campo. Há milhares de fazendas cadastradas, só no Brasil são cerca de 20. Hoje, Sue (que vive na cidade) segue divulgando esse intercâmbio rural.