Arte, religião e poesia nas cidades históricas de Minas Gerais
Texto Maria Lutterbach
slideshow_minas_1.jpg|Chegar a qualquer uma
das cidades que guardam
os retratos mais antigos
de Minas Gerais é fazer
um exercício sobre o tempo.
Se os cenários impressionam
pelas ladeiras, casarios
e igrejas setecentistas,
são também um convite a
conhecer o ritmo particular
desses lugares tão
impregnados de passado.
O dobrar dos sinos em
Ouro Preto,
as esculturas de Aleijadinho
e o debruçar nas janelas
de Diamantina são cenas
cotidianas que revelam
séculos de história.|slideshow_minas_3.jpg|Arte dramática ao ar livre, os profetas esculpidos em Congonhas são parte do legado que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho,
construiu por várias cidades históricas de Minas. Maior expoente
do barroco fora da Europa, o artista também marcou com sua obra
municípios como São João del-Rei e Sabará.|Santuário colonialslideshow_minas_2.jpg|Mais ao norte do Estado,
pedaços preciosos de história permanecem intactos, em outras paragens
que já viveram tempos áureos, como Minas Novas.|slideshow_minas_5.jpg|O frenesi do Carnaval ou
mesmo do tradicional Festival
de Inverno passa ligeiro aos
pés dos sobrados da cidade
de Diamantina.|De janelas abertasslideshow_minas_4.jpg|Palco genuíno para as
Vesperatas, as elegantes
sacadas da cidade se abrem
desde o século 19 para
receber o espetáculo musical.
Conduzindo o movimento
do centro da praça, maestros
regem moradores e visitantes
num mesmo compasso.|slideshow_minas_6.jpg|Não importa em qual canto da cidade você esteja. Em Ouro Preto,
os sinos sempre vão ecoar sobre os antigos telhados, invadindo
as casas ainda bem cedo, quando chamam para a primeira missa.
A velha Vila Rica inconfi dente segue sincopada ao badalar que escapa
dos campanários. As igrejas barrocas surgem feito aparição, quase
a cada esquina, formando um conjunto eleito Patrimônio Cultural
da Humanidade. Quando anoitece ou amanhece, Ouro Preto é envolta
por uma névoa que paira sobre suas belezas, temores e muitas histórias|Tempo em suspensão