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A escocesa Anya Hohnbaum passou três meses fazendo o mesmo ritual. Nos 20 países que visitou no ano passado pela organização britânica The Blue Sky Explorer, dedicada a desvendar os mistérios da atmosfera, diariamente ela ia a um lugar público, apontava a câmara fotográfica para o céu e registrava o infinito. A partir das imagens de Anya elegeu-se, com base em critérios científicos como claridade e densidade de nuvens, o céu mais azul do mundo. Deu Rio de Janeiro na cabeça. Além de fazer mais felizes os brasileiros, Anya mostrou a meio mundo que curtir a natureza pode levar a descobertas incríveis, principalmente as da alma. O que nunca foi novidade para os escritores, poetas e artistas que sempre garimparam os lugares mais bucólicos do planeta. Monet e Cézanne não desgrudavam do pôr-do-sol na Provence. A escritora dinamarquesa Karen Blixen era mais feliz toda vez que captava o arco-íris lunar que se forma ao fim do dia sobre a cachoeira Victoria Falls, no Zimbábue. A beleza surreal das geleiras azuis da Antártida é outro ponto do globo que maravilha de exploradores a gente comum, como eu e você. É que não precisa ser poeta para descobrir em suas viagens pontos turísticos naturais que não estão nos guias.
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