![]() |
![]() |
Tudo começou no primeiro aniversário de casamento do argentino Diego Goldberg com Susanne, em 1976. A sogra queria fotos do casal para deixar em casa. No ano seguinte, Diego teve um estalo e decidiu repetir os retratos em preto e branco sempre no mesmo dia, mês, lugar e enquadramento e nunca mais parou. Veio um, dois, três filhos e assim, todo dia 17 de junho é especial para a família Goldberg. Para mim, esse ritual é importante como registro do tempo e da transformação do rosto humano, diz Diego (na primeira linha das fotos acima). No mais, nos une como família, reflete o amor que nós sentimos uns pelos outros. O americano Matt Pressnall teve uma idéia parecida: documentar a gravidez de sua mulher. Escolheu um quarto da casa, marcou a posição da mulher e da câmera e procurou fazer fotos semanais no mesmo horário. Depois, editou as imagens em um filme que mostra os 9 meses de gestação em apenas 20 segundos, com o perfil da barriga de Carlin crescendo, crescendo, até culminar com a foto do casal e o novo integrante da família. Numa época em que a popularização das câmeras digitais fez da fotografia algo corriqueiro e banal, estes são exemplos de que ela ainda é uma maneira de reverenciar a passagem do tempo, o passar dos dias, meses, anos, a metamorfose das pessoas e transformá-la em laços de afeto, memória e arte.
Conheça a edição deste mês folheando a revista aqui no site
Destaques da edição
Edições anteriores
Assine a revista
Folheie a edição