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Anotar os sonhos pode trazer boas surpresas à vida da gente. A primeira, e isso os psicólogos são categóricos em afirmar, é que ajuda a recordá-los. Pois uma lembrança puxa outra, e aí fica mais fácil decifrar seus significados na vida real. Quem anota seus sonhos assim que acorda pode ter a sensação de que anda sonhando mais. Na verdade, apenas se lembra melhor daquilo que sonhou durante a noite. Além disso, contar o que sonhou pode resultar em narrativas interessantes. Franz Kafka costumava anotá-los (sereias, dentes, metamorfoses), em seus “noitários” os diários do sono, que estão em seu livro Sonhos (Iluminuras). Há alguns anos, o designer Dimitri Lima começou a trocar com amigos anotações do que sonhavam. Anos depois, as histórias mais legais deram conteúdo a um site onde qualquer um pode escrever sobre um sonho e até desenhá-lo (tente você). Hoje, o Drömma, que significa "sonho" em sueco, é uma biblioteca com 760 sonhos disponíveis, e esse número só aumenta. Muitas das narrativas lembram a hora de acordar, sem pontuação nem nada, porém cheias de expressão. Uma “gorjeta onírica”, diz Dimitri, para quando estamos bem acordados em frente ao computador.
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