Uma só voz
Num coral, aprenda a fazer parte do todo
por Silvia Zamboni
A ordem é soltar a voz, deixar de lado a timidez e deleitar-se com a força da união das vozes de um coral. O maestro, por partes, conduz: Primeiro os barítonos! Agora os tenores! Altos! Sopranos! Todos juntos! Ao fim de um bom resultado, as mesmas vozes que cantam comemoram. A atividade é boa para fazer amigos e aprender a trabalhar em grupo. Muitos corais chegam, inclusive, a fazer viagens para participar de festivais e apresentações. Para a professora da Escola de Música de Brasília, Rosilda de Noronha Koehler, fazer parte de um coral também é bom para a criançada: Desperta para a sensibilidade, traz compromisso e desenvolve a musicalidade. Não por menos o grande compositor Villa-Lobos defendeu o canto nas escolas. Considerava a prática um meio eficaz de educação musical e cultural da juventude. Ele próprio chegou a conduzir 40 mil vozes infanto-juvenis num estádio de futebol. O coral é mais que fazer parte de um todo, é dar voz a seu próprio instrumento musical. Assim como os instrumentos de uma orquestra, cada pessoa tem um timbre característico. E, não sendo um caso clínico, qualquer um consegue afinar e acaba tendo uma enorme desenvoltura, diz Rosilda.
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