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Patagônia

Geleiras enormes, campos áridos e montanhas espinhosas.

slideshow_patagonia_01.jpg|Vistas de baixo, parecem catedrais de gelo, com picos de um azul profundo. De cima, um deserto branco. As geleiras são as grandes atrações da Patagônia. Em nenhum lugar da Terra elas são tão acessíveis. E nenhuma delas é tão acessível como o Glacial Perito Moreno (foto), na Argentina. Da altura de um prédio de 20 andares, os imensos paredões podem ser avistados de barco, que chega razoavelmente perto, ou das passarelas construídas no Parque Nacional Los Glaciares. Ou ainda percorridas em um trekking sobre o gelo. Ao fim, os aventureiros têm direito a uma dose de uísque para esquentar o corpo. O gelo? É só abaixar e pegar. Perito Moreno tem cerca de 250 km2 e está em constante mutação. É uma das poucas geleiras no mundo que continuam crescendo. Dá para ouvir os estrondos das acomodações que ocorrem em seu interior – sim, o espetáculo também é sonoro. E observar os blocos, às vezes do tamanho de um carro, que se desprendem e caem, levantando água ao seu redor.| slideshow_patagonia_02.jpg|Terreno móvel: Os blocos que se soltam das geleiras vão ficando cada vez menores ao se aproximarem da praia (na foto, a Laguna Torre, na Argentina). Dias nublados são comuns na região, mas, quando o sol brilha, tudo resplandece. O pôr-do-sol acontece em preguiçosas duas horas e tinge a paisagem de matizes variados de vinho, vermelho e rosa, permitindo longas contemplações. Como poucas regiões no planeta, a Patagônia manteve-se imaculada, pelas difi culdades de se desbravar solo tão ermo. Ocupando um terço do território argentino e boa parte do chileno, menos de 5% da população desses países vive por lá, o que garante lugares praticamente intocados. Mesmo assim, suas geleiras correm risco de extinção: com o aquecimento global, os glaciais estão derretendo mais rápido do que nunca. A Patagônia é a região que detém a terceira maior massa de gelo do mundo, o Campo de Gelo Patagônico Sul. Só fica atrás da Antártida e da Groenlândia.| slideshow_patagonia_03.jpg| Árida paragem: A combinação de ventos fortes, baixa umidade e nevascas faz com que a vegetação seja muito seca na maior parte da Patagônia. As estepes são dominadas por gramíneas e arbustos baixos, que servem de alimentação para poucas espécies, como o nativo guanaco (um parente da lhama) e o condor. Dos animais domésticos, o que mais bem se adaptou às adversidades do clima foi a ovelha, trazida pelos colonizadores europeus. O Parque Nacional Torres del Paine, que é considerado Reserva da Biosfera pela Unesco, foi criado em 1959. Antes, a área servia como pasto para ovelhas. Mas nem tudo é aridez nesse parque que é tido, com justiça, como um dos mais bonitos do planeta. As encostas das montanhas são cobertas de coníferas, refletidas em lagos verde-esmeralda. Dizem que foi lá que Walt Disney se inspirou para criar a floresta verdejante de Bambi.| slideshow_patagonia_04.jpg|Montanha mágica: Se as geleiras se revelam com facilidade aos olhos dos viajantes, o mesmo não se pode dizer dos picos. O Cerro Torre (foto), com 3102 metros de altitude, na Argentina, é o mais difícil de todos. Você pode ficar semanas aos seus pés e nunca ver o cume, quase sempre escondido pelas nuvens. Desafio ainda maior têm os alpinistas. Todos os anos, equipes experientes de diversos países passam meses na região, esperando uma oportunidade para escalá-lo. As montanhas atraem também os amantes das caminhadas. A tarefa deles é mais fácil. Um passeio de cerca de duas horas leva aos primeiros mirantes. Durante as trilhas do parque – e são muitas –, tem-se a sensação constante de estar desbravando um lugar inóspito, mas ao mesmo tempo inspirador.|
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