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É cedo. A movimentação na praça já é grande . Dentro de uma casa simples, uma voz estridente e forte entoa uma canção. Do lado de fora, o som dos tambores se junta à ladainha. Homens com chapéus de fitas e trajes coloridos. Mulheres com elegantes vestidos e sorriso estampado no rosto. São senhores do Congo, reis e rainhas, integrantes da congada, devotos de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, padroeiros dos negros. Durante todo o ano essa cena se repete Brasil adentro. A congada é um dos folguedos mais difundidos no país, com grande expressão no interior de São Paulo e Minas Gerais. Representadas no Brasil desde o século 17, as congadas são recriações dos cortejos de reis africanos com elementos católicos. “Ela traz a união entre os povos, representa nossa fé e, também, todo o sacrifício de nossos antepassados. Foram eles que trouxeram essa cultura para nós e nós temos que perpetuar isso. Sem eles não teríamos esse brilho nem essa festa tão bonita”, diz o Capitão Zé Ferreira, ao lado. De acordo com o capitão, a congada é um grande orgulho para a raça negra. E, já que em novembro comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra, deixamos aqui a sugestão para você planejar em sua próxima viagem um encontro com algum grupo de congada numa das festas do Rosário que ocorrem em todo o país.
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