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O computador é uma das principais ferramentas de trabalho da nossa era. E de entretenimento também. Depois de passar boa parte do expediente na frente de um terminal, muita gente liga o PC assim que chega em casa. Para checar e-mails, sabe como é. Aí fica difícil resistir à tentação de dar uma fuçada no Orkut, comentar o blog de um amigo, ver o que está em cartaz nos cinemas. Quando se vê, lá se foi o fim de semana inteiro num clique. Para mim, ligar o computador em casa virou um gesto quase tão automático quanto escovar os dentes. Mas não acho isso legal, não. Por isso, decidi deixar desligado o computador no fim de semana. O mais difícil foi enfrentar o que chamo de síndrome do e-mail, esse impulso de checar a caixa postal várias vezes ao dia. Resisti. Fui ao parque, tomei sorvete com os amigos e andei de patins, pensando na vida. O tempo rendeu. Ao fim de 48 horas, voltei a me conectar. E quer saber? não havia nenhum e-mail importante. Estima-se que 10% dos usuários de computadores no mundo sejam dependentes do universo virtual, afirma o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador de um recém-criado grupo de estudos sobre o assunto no Hospital das Clínicas de São Paulo. A relação compulsiva com o computador pode começar com pequenos exageros, como os meus. Nada como manter o PC desligado vez ou outra para perceber que as melhores conexões se estabelecem off-line.
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