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Quando Mari tinha 4 anos, conheceu sua avó japonesa. Só que a menina não entendia quase nada do que ela dizia. A avó também não falava português mas, de maneira sábia, achou um jeito de elas se comunicarem: com folhas de papel e algumas dobraduras, surgiam figuras com as quais presenteava a neta. O origami foi uma ponte, lembra Mari Kanegae, hoje professora na Aliança Cultural Brasil-Japão, em São Paulo. A arte de dobrar papéis conquista facilmente as crianças, porque elas mesmas podem criar seus brinquedos. Afinal, quem nunca voltou da escola com um chapéu de soldado na cabeça? Mas o desafio de seguir as orientações dos diagramas encanta também os adultos, interessados em desenvolver a concentração, a habilidade manual e a criatividade. É que a graça do origami está, justamente, no imenso potencial contido no primeiro vinco que se faz no papel. Dali, podem surgir figuras simples (que em um instante ficam prontas) e estruturas complexas, que exigem mais dedicação e persistência. Assim, bancários relaxam de um cotidiano estressante, matemáticos redescobrem os princípios da geometria e até fumantes se esquecem de pitar um cigarrinho. E, como as crianças, divertem-se com a mágica criada na ponta de seus dedos.
Livros:
- Brincando com Papel, Mari Kanegae & Alice Haga, Global
-Origami, Mari Kanegae e Paulo Imamura, Aliança Cultural Brasil-Japão
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