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Mal o dia clareia, o fogão a lenha é aceso. Manhoso como ele só, esquenta lentamente até tomar a temperatura ideal para o aroma de café escapar do bule, despertando os outros habitantes da morada. Em muitas fazendas e sítios do interior do Brasil ainda é assim que o dia começa, com sabor de tradição. Uma vez aceso, o fogão a lenha só cessa seu trabalho quando todos vão dormir. Já usado para aquecer a água do banho e limpar a roupa encardida, hoje ainda serve para ferver o leite recém-tirado da vaca e assar as miudezas do café da manhã que emenda com o almoço, o lanche da tarde e o jantar. Assim, a mesa fica posta o dia inteiro e o cheirinho gostoso dos quitutes embala a reunião dos amigos e da família. A cozinha vira sala de visita, um lugar para bater papo, contar histórias passadas de geração em geração, lembra Nelsa Trombino, cozinheira que viveu em fazendas no interior de São Paulo e Minas Gerais. Ela jura de pé junto que a comida feita no fogão a lenha é muito mais saborosa. O segredinho é que ele aquece os alimentos mais devagar e, aos poucos, o tempero entranha no feijão, os caldos ficam mais suculentos, a carne assada fica mais dourada e o angu pega o ponto. O fogão a lenha pode ser um atrativo para quem mora nas grandes cidades e vai passar as férias num lugarejo de vida mais mansa. Muitos hotéis-fazendas, sítios e restaurantes oferecem esse acalento da roça.
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