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Um sopro de arte

Veja o site da Calder Foundation, com fotos das obras e do escultor Alexander Calder, criador do móbile, depoimentos sobre a obra do artista e trechos do livro que será lançado sobre a relação dele com o Brasil

Site da Calder Foundation:
www.calder.org

Slideshow: fotos das obras e do escultor Alexander Calder

Depoimentos sobre a obra de Calder

“Um Calder é uma espécie de lustre, que, como qualquer lustre, está suspenso no teto, mas que, ao contrário de outros lustres, não é utilizado como um dispositivo de iluminação, mas sim como um poleiro no qual depositamos os nossos sonhos”
Michel Ragon, historiador de arte francês ­ do livro Alexander Calder, Jacob Baal-Teshuva, Taschen

“[os móbiles] mais leves do que flores, agitam-se ao menor sopro em movimentos infinitos e parar no silêncio, lenta e indefinidamente”
Imagem e moda, Roland Barthe, Martins Fontes

“Se é verdade que a escultura deve gravar o movimento no imóvel, é um erro aparentar a arte de Calder à aquela do escultor. Ele não sugere o movimento, ele o capta; ele não sonha em enterrrar para sempre o bronze ou o ouro, estes materiais gloriosos e estúpidos, consagrados pela natureza à imobilidade. Com as matérias consistentes e desprezíveis, com os pequenos pedaços de ossos, de estanho ou de zinco, ele monta estranhas estruturas de haste e pluma, de discos, de penas, de pétalas. (...) Um móbile: uma pequena festa local, um objeto definido por seu movimento e que não existe fora dele, uma flor que se murcha desde que ela pare, um puro jogo de movimento como há puros jogos de luz. (...)”
"The Mobiles of Calder", Jean-Paul Sartre (traduzido do site Calder Foundation)

“Um móbile em movimento deixa um rastro invisível atrás dele, ou melhor, cada elemento deixa um rastro individual atrás de si mesmo. Às vezes estes rastros são interrompidos no encontro com outro, às vezes eles se desdobram. Nesta posição o móbile ocupa o maior espaço, e é o diâmetro de sua maior trajetória que deve ser considerado a medida de um móbile. Em seu toque, quer dizer, colocando-o em movimento pelo toque de mão, deve-se considerar a direção em que cada objeto é desenhado para se mover, e a inércia da massa envolvida. Talvez seja necessário ser suficientemente familiar ao menos com o tipo de móbile para tomar a decisão pela direção em que ele fará o seu melhor movimento, mas uma simples espiada deve ser suficiente para estimar a inércia das diversas peças. Um impulso devagar e gentil, como quando se move um barco, é quase infalível. Em todo caso, suave é a palavra.”
Alexander Calder sobre os móbiles, traduzido do site Calder Foundation

“Quando tudo corre bem, um móbile é um pedaço de poesia que dançou com a alegria da vida e surpreendeu”
“Quero fazer coisas para as quais seja divertido olhar”
“Se uma pessoa não conseguir imaginar coisas, não as consegue fazer, e qualquer coisa que se imagine é real”
Alexander Calder (do livro Alexander Calder, Jacob Baal-Teshuva, Taschen)

“Todo o inverno, eu estive trabalhando em coisas com um pequeno movimento, algumas com mais movimento. Eu tinha um certo número de coisas que giravam dirigidas por um pequeno motor elétrico ­ algumas sem nenhum motor ­ algumas com uma manivela. (...) Uma noite, ela [Mary Reynolds] levou Marcel Duchamp para o ateliê da rua de la Colonie, para nos ver e ao meu trabalho.
Existia uma peça dirigida por motor, com três elementos. Ela tinha acabado de ser pintada e ainda não estava completamente seca. ;Marcel disse “Você se importa?”
Quando ele pôs suas mão nela, o objeto pareceu agradá-lo, então ele me arranjou uma exposição na Mrie Cuttoli’s Galerie Vignon, perto do Madeleine.
Eu perguntei a ele que tipo de nome eu deveria dar a estas coisas e ele de imediato criou o nome: “Mobile”. Em referência a algo que se move, em francês também significa “motivo”.
Duchamp também sugeriu que em meu convite eu fizesse um desenho do objeto movido à motor e imprimisse: CALDER SES MOBILES”
Calder, sobre o nome atribuído a suas esculturas traduzido de seu livro Calder, an autobiography with pictures, Pantheon Books, NY

“Poeta do movimento, poeta do céu cujos móbiles se entrelaçam, se balançm ou giram ­ nm casamento entre movimento e unidade. Cada um dos elementos, tempo, movimento e espaço aparecem to dependentes uns dos outros como na música o tempo, o som e o silêncio."
Calder, Peter Bellew, Ediciones Polígrafa

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