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“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” Na cultura do consumo desenfreado, que nos diz que a felicidade está em ter mais produtos e entretenimento, os versos de Vinícius de Moraes estão perdendo sua força original e se tornando apenas uma frase de efeito. Está cada vez mais raro deixar de lado a televisão, o computador, as baladas e os shoppings para simplesmente sentar com amigos e conversar. Acontece que o bom e velho bate-papo é algo absolutamente natural do ser humano, e sem ele talvez as melhores idéias da civilização não tivessem surgido. “Quanto mais uma cultura estimula a conversa, maior é o grau de pensamento crítico e de sabedoria”, diz a americana Vicki Robin, uma das criadoras dos Conversation Cafés, rodas de conversa em que estranhos e conhecidos se reúnem para falar sobre questões relevantes e que estão se multiplicando pelos Estados Unidos. O movimento surgiu após o atentado de 11 de setembro com o lema “Nós precisamos nos conectar com os outros”. Exercitar a arte do encontro é, acima de tudo, uma forma de nos tornarmos mais próximos, menos solitários. Uma oportunidade de aprender a dividir idéias e assim obter insights poderosos sobre como queremos viver.
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