Slow motion
Observar um aquário pode ser uma experiência calmante
por Livia de Almeida
As bolhinhas vão subindo, a estrela-do-mar caminha pela parede e o coral muda de tonalidade. Os peixes mais acanhados saem de trás da pedra e os tentáculos da anêmona balançam na água. Enquanto passam os minutos, só de observar um aquário você se percebe completamente relaxado. Foi essa sensação que convenceu o doutor Tiago Savietto a levar um pedacinho do mar para casa, depois de ficar fascinado com os dois grandes tanques do Hospital Veterinário onde trabalha. “Parecia que eu tinha feito uma viagem, num contraponto dessa rotina veloz do dia-a-dia.” Antes, para ele, aquário era apenas objeto de decoração ou, então, uma mania de prender peixinhos, como se fossem pássaros numa gaiola. Mudou de opinião. Chamado de aquarismo, o hábito de criar peixes ornamentais, com todo o cuidado, ajuda a acalmar os ânimos. Não é à toa que a ala pediátrica de vários hospitais investe nessa idéia. Ou que alguns dentistas aposentaram a TV da sala de espera de seus consultórios. “Além disso, limpar, organizar a decoração com plantas e pedras e manter a temperatura e o pH da água adequados têm efeito terapêutico”, afirma a pedagoga Maria Claudia Medeiros da Silva, que criou em 2004 um curso de extensão em pet-terapia na Universidade de Brasília.
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