Tem remédio?
Recupere lembranças no hospital de brinquedos
Lívia de Almeida
Onde é que está aquela boneca de rosto desbotado, que foi da sua avó e você guardou de lembrança? E o carrinho que não anda mais porque o controle remoto caiu na piscina? O videogame do Natal retrasado virou enfeite? Se você não acha graça em ver brinquedos guardados e sem uso, só porque não estão novinhos em folha, pode chamar uma ambulância e levá-los todos ao hospital. Sim, um hospital de brinquedos! “Nessa relação consumista dos dias de hoje, consertar um brinquedo em vez de comprar mais e mais é uma atitude consciente”, aprova o professor Lino de Macedo, do Instituto de Psicologia da USP. Imagine a cena: de branco, a enfermeira Rose anota todas as queixas na ficha médica, onde será registrado o diagnóstico. Pode ser que o “paciente” tenha que ser internado e encaminhado ao centro cirúrgico ou à UTI. Alguns dias depois, recebe alta e, então, um sorriso de criança – ou até de um adulto – é resgatado. Essa é, por exemplo, a rotina do Hospital de Bonecas, Brinquedos e Games, em São Paulo, coordenado pelo “doutor” Leandro Primo Capelo. Há quatro gerações, a família dele mostra que, não importa quantos lançamentos surjam a cada ano, nada substitui a alegria de recuperar um brinquedo que você considera especial
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