![]() |
![]() |
Um grão pequenino e duro. Parece mágica que depois de aquecido ele estoure e tome aparência de uma flor. A pipoca é um alimento muito antigo, bem mais que o cinema e as festas juninas. Há 4 mil anos, índios americanos já sabiam estourar o milho levando as espigas inteiras diretamente ao fogo. Muito tempo depois passaram também a aquecer o cereal em panelas com areia dentro. Os astecas, povos que habitaram a região do atual México entre os séculos 14 e 16, utilizavam a pipoca como comida e decoração em suas cerimônias religiosas. Foi Colombo quem levou a técnica e as primeiras espigas para Europa. No candomblé ela é um alimento sagrado que significa transformação – do milho duro para a pipoca macia. Uma transformação simbólica pela qual todos devemos passar, e que só acontece com a quentura do fogo (o que significa que mudar não é moleza). A explicação científica para o estouro da pipoca está na água presente no interior dos grãos. O aquecimento transforma essa água em vapor, que expande até explodir e virar o milho do avesso. O grão de milho que permanece o mesmo, por mais que se aqueça em gordura quente, ganha o nome de piruá. Tem um ditado no interior de Minas Gerais que associa uma pessoa que não desenvolveu seus talentos, ou uma mulher que não se casou, com o destino do piruá, ou seja, “a pipoca que não arrebentou”.
NA INTERNET
Você adora uma pipoca? Então acesse o site internacional dos fãs de pipoca, com receitas e curiosidades: www.popcorn.org
Conheça a edição deste mês folheando a revista aqui no site
Destaques da edição
Edições anteriores
Assine a revista
Folheie a edição