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Passamos nove meses deitados no melhor colchão do mundo, acolhedor, líquido, quentinho, protegidos por alguém que nos quer tão bem que até respira por nós. De repente, a luz flecha nossos olhos, o ar invade os pulmões e o choro é inevitável. Para quem passou tanto tempo assim, em um ambiente aquoso, não é de se espantar que ficar dentro da água é tão natural para bebês e crianças. A natação é uma atividade física que pode ser praticada com menos de 1 mês de vida. Claro que acompanhada por professores de educação física, emuma piscina limpa e aquecida em torno de 30 graus. A participação ativa dos pais não é obrigatória, mas muito bem-vinda até os 2 anos de idade ou quando o nenê se sentir independente na água. Para quem tem tempo, é difícil resistir a observar os primeiros mergulhos do filhote. Além disso, a participação reforça os laços afetivos e de confiança com os pequenos. Bebês e crianças acostumadas a nadar dormem e se alimentam melhor e desenvolvem mais segurança e autoconfiança. As aulas ainda estimulam o equilíbrio e a coordenação motora. O Vítor, que a gente vê na foto, tem 3 anos, adora nadar e já mergulha sozinho. “Ele nada desde 1 ano e meio, tinha problemas de bronquite e agora dificilmente fica doente”, diz a mamãe Railane Marques.
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