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Fazer comida, lavar louça, limpar banheiro. Atire a primeira vassoura quem não acha uma chatice essa labuta cotidiana. Mas tem gente que ensina a transformar essas tarefas numa oportunidade de conhecer a si mesmo, desenvolver a consciência de grupo e se integrar à natureza. É o que propõem as vivências, de no mínimo um dia, da Universidade da Luz, em Nazaré Paulista, interior de São Paulo. Com esse nome bicho-grilo, que lembra as comunidades alternativas dos anos 60, o lugar nada mais é do que uma escola de simplicidade e humildade. As aulas se resumem a ajudar no trabalho comunitário, com atenção no presente e atitude amorosa. No recreio, meditação em grupo e refeições vegetarianas. Além do dia-a-dia comunitário, o aluno pode se inscrever em vivências específicas, como ioga, danças circulares ou tecelagem manual. E assim passa-se o tempo, trabalhando por todos – e para si mesmo. No fim das contas, fica a certeza de que, se não fosse um a descascar a batata, outro a picar a couve e um terceiro a cuidar da panela, a sopa que costuma freqüentar o cardápio não sairia tão boa.
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