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Esquentar a cabeça nem sempre é sinônimo de estresse. Que o digam os finlandeses, que popularizaram o hábito de freqüentar lugares fechados e aquecidos para relaxar o corpo e a alma. Quando povos nômades levaram esse costume para a Finlândia, há cerca de 9 mil anos, a técnica era simples: aqueciam-se pedras no chão e jogava-se água fria sobre elas. Depois de um tempo aspirando o vapor, era hora de mergulhar em um lago frio. Os finlandeses sabiam das coisas: hoje, está mais que comprovado que a sauna dilata os poros, abrindo caminho para a saída de toxinas do organismo, e relaxa a musculatura, enquanto a ducha gelada ativa a circulação e evita quedas de pressão. Mas a saúde não era o único interesse dos nórdicos nas visitas à sauna. “‘Löyly’, o espírito da sauna, é uma palavra de origem nórdica que significa ao mesmo tempo ‘vapor’ e ‘alma’”, diz Juha Pentikäinen, professor da Universidade de Helsinque. Na Finlândia ancestral, as principais celebrações das comunidades, dos casamentos aos funerais, aconteciam na sauna – a fumaça purificava corpo e espírito. Está aí uma idéia para inspirar.
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