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Para trazer à tona nossa essência e assim evitar que os problemas externos se tornem nossos conflitos internos, a respiração consciente é uma boa saída. Quando vivemos emoções negativas guardamos essa memória nas células, como toxinas. Quando expiramos eliminamos essas impurezas, físicas e emocionais; já quando inspiramos trazemos energia, alimentamos o corpo.
"Por isso é tão importante ter práticas que potencializem a respiração. Se não é como juntar lixo. E o que muitas pessoas fazem é isso, colocar a sujeira embaixo do tapete. Mas precisamos de uma limpeza mais profunda" - diz a coordenadora da Fundação Arte de Viver, no Brasil, Eng-An Chou. A entidade, criada pelo indiano Sri Sri Ravi Shankar, trabalha com aval da ONU em mais de 140 países para que as pessoas vivam com mais paz e bem-estar, e uma de suas ferramentas é a respiração.
A relação entre o corpo e as emoções também é uma boa aliada na hora de segurar os impulsos. Basta observar para ver que, quando saímos do estado de tranqüilidade para as emoções virem, o coração acelera, a respiração fica ofegante e os músculos se enrijecem. Então, se numa hora de raiva você pára, inspira e expira lenta e profundamente, sentindo o ar entrando e saindo dos pulmões, seu coração vai se acalmando e os músculos relaxando até que você recobra o equilíbrio e, aí sim, está pronto para agir ao invés de reagir.
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