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Dia desses, entrei num escritório todo moderno e eis que, em meio a móveis brancos com tampos de vidro, desajeitado no fundo de uma estante, surge um cofre de plástico metade em forma de pato, metade parecendo uma laranja. Não entendi o que aquele brinquedo anos 80 fazia ali e, sem resistir à curiosidade, perguntei. Me responderam que era como um amuleto, um presente dos pais que trazia sorte. Na hora me lembrei da colcha de retalhos que minha avó fez para mim quando eu era criança, lá em Minas Gerais. Virou quase um trapo (essa da foto), mas veio em minha primeira mala de mudança para São Paulo. Aposto que você também tem em casa algo antigo de muito valor pessoal. Que seja uma camisa do Verdão, uma poltrona velha ou um livro que leu há anos, não importa. E não se envergonhe da nostalgia. Saiba que isso é bom. Ter por perto objetos que trazem boas lembranças nos ajuda a manter estreitos os laços com nossa própria história.
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