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Anticorpos são hoje uma das maiores carências na saúde humana. Com tantos vírus por aí, nossa imunidade vive sob ameaça, ainda mais debaixo do ritmo diário da vida e com esse clima que parece ter enlouquecido. É hora de reaprender com a natureza. Para se proteger, as plantas produzem enzimas que impedem a penetração das bactérias. As abelhas coletam e processam esse material, que resulta na resina que impermeabiliza a colméia: a própolis. Antibiótico natural de grande eficácia, essa substância é usada há 2 mil anos para tratar de doenças infecciosas. E, ainda assim, há muito a ser desvendado – dependendo de sua origem, a própolis contém mais de 400 substâncias químicas cujo efeito no corpo humano continua desconhecido. No Japão, onde saúde é sabedoria, ela é receitada para doenças do fígado, tumores cancerígenos e até como cosmético e conservante de alimentos. Mas é em países de clima tropical, principalmente no Brasil, que a própolis tem maior qualidade. Mais um produto brazuca que pode contar com a exploração sustentável de nossa biodiversidade. As abelhas agradecem.
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