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Tudo começa como deveria. As pessoas vão entrando e sentando para aguardar o início do espetáculo. Na platéia os espectadores, no palco os artistas, certo? Errado. Em um pequeno teatro improvisado em São Paulo, o público é parte integrante da apresentação. Realizado todo primeiro fim de semana do mês, o espetáculo Jogando no Quintal consegue a mágica de criar uma fantasia coletiva. É como se todo mundo combinasse de abolir as regras normais de conduta: vale cair no ridículo, dizer bobagens e improvisar. O tema é uma competição de gargalhadas, mas as cenas são criadas na hora, a partir de temas sugeridos pela platéia. Tem até juiz – mas adianta pouco, já que vale tudo – e há gente que pula da arquibancada para o quintal para participar das cenas. “Esse é o único espetáculo em que as pessoas pagam para assistir e ainda trabalham”, diz Márcio Ballas, o João Grandão, árbitro da competição. Difícil é evitar umas recaídas de palhaço nos dias seguintes.
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