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Observar animais em seu ambiente natural é uma arte, que se desenvolve com a prática. No meu caso, prefiro os golfinhos. Não há coisa que me alegre mais que enfrentar as ondas em um mar de almirante, horizonte claro, visibilidade boa, todos a bordo concentrados na linha da água, procurando sinais de vida. E de repente, sem aviso, lá estão eles, nadando à volta do barco, fazendo acrobacias, seguindo e protegendo seus filhotes. Acompanhar seu movimento entrando e saindo da água, sua respiração a cada três minutos, seus saltos sincronizados, é como meditar, um exercício pleno de atenção que me absorve. Mas repentinamente, como vieram, eles se vão. E sou obrigada a exercitar também o desapego, aceitar que o encontro acabou. Do contato, além de fotos, fica a sensação de ter vivido um momento único, de ter compartilhado um instante com esses animais magníficos, que deixaram a vida terrestre há 65 milhões de anos. Assim como os golfinhos, estivemos presentes a cada instante, em cada mergulho, cada salto, cada respiração.
www.baleiajubarte.com.br
www.baleiafranca.org.br
www.dolphinz.co.nz/ (em inglês)
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