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Dançar flamenco, o estilo musical típico do sul da Espanha, é mais que coordenar sapateado, castanholas e palmas. É uma visita a si mesmo, porque a dança pede que mostremos nossos movimentos mais autênticos. A cada gesto, o bailarino expõe o que sente. “Não adianta fingir”, diz a professora Adriana di Cillo. No mundo flamenco, não se dança uma alegria – um ritmo mais festivo – em um momento de introspecção, segundo Allan Faffiotti, psicólogo e professor da dança. A não ser que o violão e o canto contaminem o dançarino e transformem tristeza em felicidade. Entregar-se dessa maneira também é ser flamenco. E acaba que se dança a mesma música de várias maneiras, de acordo com o estado de ânimo do bailarino. Quando chegou para ter aulas, abalada pelo estresse no trabalho, parecia que a administradora Patrícia Segatto só seria autêntica se dançasse o soleá, ritmo solene do flamenco. Uma buleria, o movimento mais satírico, nem pensar. Bastou um mês e meio de aulas com a professora espanhola Ana Esmeralda, que vive em São Paulo, para soltar-se e voltar a sorrir. Patrícia agora é flamenca.
• Associação de Cultura e Arte Flamenca do Brasil, www.anaesmeralda.com.br, (11) 3884-4430
Estúdio Flamenco Vivo, http://planeta.terra.com.br/arte/flamenco/vivo, (11) 6693-4056
• Movimento Mudanza, www.movimentomudanza.com.br/principal.htm
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