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Tudo bem, o e-mail é prático e rápido e aproxima gente que, sem ele, perderia contato para sempre. Mas tem coisas que uma mensagem eletrônica não consegue transmitir. Que tal então mandar uma carta? Começa que se pode escrever a carta em qualquer lugar – debaixo de uma árvore, na praia, deitado na cama ou na rede, o que já é uma inspiração e tanto. Além disso, uma carta contém mais que papel e cola. Ela tem texturas, cheiros e uma marca pessoal: a caligrafia. Segundo o psicólogo Edilson Fernandes, coordenador do Centro de Estudos Grafológicos de São Paulo, “a caligrafia é marcada pela personalidade do autor e expressa melhor a afetividade”. Não se pode esquecer também que cartas viajam no tempo e no espaço, passam por muitas mãos e lugares diferentes até chegarem ao destino previsto. “Há um ritual por trás disso tudo: escrever, colocar no correio e aguardar ansiosamente a chegada e o retorno”, afirma a historiadora Maria Teresa Cunha. Nesse mundo em que tudo parece imediato, cultivar a velha paciência pode ser um prazer.
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