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Quando um navio deixava seu porto seguro para desafiar o mar aberto e encontrar novos rumos, os ingleses usavam o termo outward bound (“rumando para fora”, em inglês). Inspirador, esse conceito foi adotado por uma comunidade internacional sem fins lucrativos, que o aplica em aventuras montadas para desafiar os participantes a abandonar seus portos seguros. Só que em terra. O desafio fica por conta dos lugares escolhidos, geralmente inóspitos e selvagens. As excursões se propõem a ensinar os integrantes a superar medos e inseguranças, ampliar limites, adquirir responsabilidade e ganhar autoconfiança. “O desafio de percorrer lugares desconhecidos, ao ‘deixar seu porto seguro’, faz com que as pessoas descubram e desenvolvam seu potencial para cuidar melhor de si, com respeito ao mundo e aos outros que estão à sua volta”, diz Eduardo Queiroz, diretor e instrutor da Outward Bound do Brasil, que opera em todo o território nacional. As atividades também incitam o autoconhecimento, como a “solo”, em que cada pessoa fica sozinha em sua barraca por muitas horas, apenas anotando suas reflexões. “Nunca ficamos realmente sós. Sempre tem TV, livro ou alguém por perto. Nessa experiência não há como escapar de si”, diz Eduardo. A comunidade, fundada em 1941 no Reino Unido, tem hoje cerca de 50 centros funcionando em 32 países ao redor do mundo. As expedições são abertas para adolescentes e adultos e duram de três a 15 dias. Com a verba arrecadada, a ONG dá bolsas gratuitas para adolescentes carentes também descobrirem que podem mais.
Outward Bound do Brasil www.obb.org.br, (11) 5641-3200
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