![]() |
![]() |
“As atividades lúdicas ajudam a contar a história dos povos pois refletem seus costumes e a forma como as pessoas se relacionam”, afirma Maurício Araújo Lima, coordenador do projeto Jogos Indígenas do Brasil, que está documentando as brincadeiras das tribos de vários cantos do país. “Somos um dos poucos países do mundo onde não há pesquisa sobre os jogos praticados ao longo de sua história.” A expedição conta com o apoio de especialistas internacionais, começou em novembro e já catalogou seis brinquedos, quatro brincadeiras e seis jogos dos índios kamajurás, no Alto Xingu, em Mato Grosso. Um deles é o UiUi, que desenvolve a habilidade de observação – um fio feito com palha de buriti bem fina é escondido sob a areia e os jogadores têm de descobrir em que direção ele se encontra. A equipe vai passar pelos estados de Minas Gerais, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso do Sul e São Paulo, visitando aldeias dos índios guaranis, bororos, parecis, kanelas, terenas e maxakalis. Toda a aventura ficará registrada num documentário distribuído para TVs educativas. Além disso, 20 réplicas de alguns jogos serão doadas aos principais museus do Brasil e do mundo. As descobertas, como esta da foto, podem ser acompanhadas no site do projeto.
Projeto Jogos Indígenas do Brasil, www.jogosindigenasdobrasil.art.br
Conheça a edição deste mês folheando a revista aqui no site
Destaques da edição
Edições anteriores
Assine a revista
Folheie a edição