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Você é o que você come

A produção de alimentos sem agrotóxicos vem crescendo à média de 30% ao ano no Brasil. Saiba por que eles fazem bem a você, seu corpo e sua saúde

por Adriano Quadrado | fotos José Carlos França | Produção Samir Zavitoski

O percurso dura menos de três horas, partindo de São Paulo. Ao chegar à Estância Demétria, porém, a sensação que se tem é a de uma viagem no tempo. É difícil dizer se chegamos ao passado, por causa do jeitão simples e rústico, ou se já estamos num futuro utópico, em que as pessoas dividem o que têm, decidem tudo democraticamente e vivem em equilíbrio com a natureza. Ali, na periferia de Botucatu, dezenas de famílias - mais funcionários, estagiários e amantes da ecologia vindos de vários cantos do mundo - mantêm uma tradição de 30 anos: fazer funcionar, de forma autônoma e auto-sustentável, uma grande fazenda com escola, oficinas de artes, igreja da linha antroposófica e uma loja que só vende os produtos cultivados nas hortas, pomares e currais. Com uma diferença: tudo é orgânico, ou seja, 100% natural, sem fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, aditivos ou conservantes químicos, com respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e muitos cuidados ecológicos. Neste momento em que a discussão sobre alimentos transgênicos ocupa os jornais e as discussões governamentais, saiba por que a experiência da estância, marco do movimento orgânico no Brasil, tem muito a ver com a sua vida.

Diferentemente do que muitos imaginam, não existem apenas vegetais e frutas produzidos de forma orgânica. Qualquer alimento pode ser produzido sem nenhum tipo de aditivo químico: pães, doces, massas - além, é claro, de ovos, laticínios e carnes. Nos países europeus onde o movimento é mais desenvolvido, há bebidas alcoólicas, roupas e cosméticos totalmente naturais. O administrador da Estância Demétria, Paulo Roberto Cabrera, diz que o ideal seria viver assim, "pois os venenos são estranhos ao organismo da terra".

No mundo todo, a proporção de orgânicos à disposição das pessoas ainda é pequena - 5% nos lugares em que a onda verde é mais forte -, mas a indústria cresce rapidamente e hoje movimenta 20 bilhões de dólares por ano. No Brasil, menos de 1% das terras cultivadas geram alimentos livres de agrotóxicos. Mas o crescimento do mercado é espantoso: mais de 30% ao ano. E você? Já entrou nessa onda? Confira agora cinco motivos para optar pelos orgânicos em sua próxima compra.

1. Não aos agrotóxicos
A "tecnologia" utilizada para produzir orgânicos é exatamente a mesma de nossos antepassados, há 50, 100 ou 300 anos. Antípodas dos transgênicos, eles são totalmente livres de fertilizantes, hormônios, aditivos, drogas veterinárias e químicos em geral. Essa é a primeira - e mais importante - razão pela qual a agricultura à moda antiga está voltando à cena. A grande vantagem está naquilo que a gente não consome, a carga de produtos que deixa de ser ingerida. Por mais que não haja estudos conclusivos sobre os efeitos nocivos dos agrotóxicos, sabe-se que eles têm ação cumulativa e estão na raiz de doenças como câncer, arteriosclerose, dores de cabeça, problemas neurológicos, alergias, doenças degenerativas e outros males do mundo moderno. Nas grandes cidades, é virtualmente impossível alimentar-se só de produtos orgânicos. Daí por que é tão importante conhecer o que leva mais e o que leva menos química no processo de cultivo - e como minimizar o efeito dos fertilizantes no dia-a-dia (leia o quadro da página 25).
2. Vantagens nutricionais
Aqui temos uma vantagem sutil. Em termos de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), praticamente não há diferenças entre os alimentos orgânicos e os convencionais. Mas, no que diz respeito aos micronutrientes (minerais, vitaminas e fitoquímicos, antibióticos naturais sintetizados por todas as plantas), os orgânicos saem na frente. Elaine de Azevedo, nutricionista que também é adepta da alimentação natural, explica que a maior "energia vital" de frutas, legumes e verduras produzidos livres de químicas está nos micronutrientes.
3. Sabor e durabilidade
A proliferação de bactérias nos orgânicos é menor porque eles têm menos água em sua composição. Resultado: a durabilidade é muito maior. Além disso, a casca é bem mais firme e o sabor, mais intenso e verdadeiro. "Eles são muito mais gostosos", diz a estudante Julia Broide, freqüentadora assídua da Feira da Água Branca, em São Paulo (veja na página 28 a lista de endereços onde comprar orgânicos). "Quando você se acostuma com eles, não consegue mais consumir os convencionais."
4. Produção mais justa
A onda verde não inclui só benefícios pessoais. O modelo orgânico é socialmente mais justo e traz benefícios ecológicos em escala global. A produção não-convencional se identifica naturalmente com pequenas propriedades e associações de agricultores. A biodiversidade inerente ao sistema tem mais a ver com o sítio que produz de tudo um pouco do que com o latifúndio monocultor. Tanto é assim que 70% da produção de orgânicos no Brasil vem de núcleos de agricultura familiar. O ideal ecológico prega a independência do agricultor em relação à indústria agroquímica, pois acredita na propriedade auto-sustentável. E vê a unidade rural como um organismo vivo e complexo. É o oposto da visão mecanicista, que enxerga a terra como algo a ser domado e explorado por meio de máquinas e químicos.
5. A defesa da ecologia
Por definição, o orgânico é também ecológico. Ao abrir mão dos químicos e se preocupar com a fertilidade da terra, em vez de se ater apenas aos resultados da produção, ele está defendendo a biodiversidade e protegendo o meio ambiente. Nas hortas, convivem dezenas de espécies diferentes - e mesmo o mato que seria extirpado na plantação tradicional tem lugar aqui. O mesmo vale para o esterco dos animais, usado na adubação do solo, e para o controle de pragas, feito com técnicas naturais (um bom exemplo é o dos canteiros de morangos que são protegidos por abelhas contra o fungo cinza, um dos piores inimigos da fruta). Boa parte das modificações transgênicas foi levada a cabo para tornar as culturas mais resistentes aos agrotóxicos. O resultado é que o agricultor convencional pode jogar mais veneno sobre sua plantação, ampliando o extermínio de espécies (tanto da fauna como da flora) e contaminando o solo e os lençóis freáticos. As propriedades orgânicas, ao contrário, precisam do equilíbrio ecológico para continuar produzindo. Justamente por isso é possível montar uma pequena horta orgânica em casa (veja como no quadro da página 27).
Garantia de qualidade
Hoje, no Brasil, há várias instituições que dão certificados de garantia a produtos orgânicos: as duas mais importantes são a Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD) e a AAOCERT, ligada à Associação de Agricultura Orgânica. Ambas só concedem o selo de qualidade a quem estiver em dia com uma agenda social (que inclui o combate ao trabalho infantil e cuidados com a saúde e a moradia dos agricultores) e outra ecológica (como a proteção das matas ciliares). Nem é preciso dizer que um alimento certificado nunca pode vir de uma semente geneticamente modificada. Segundo o diretor do IBD, Alexandre Harkaly, a certificação começou há pouco mais de dez anos no país. "Ainda estamos dando os primeiros passos."

Bom, nem tudo são flores nos jardins orgânicos. Há também alguns espinhos. Para o consumidor, três aparecem com mais clareza:

Porque não são borrifados com agrotóxicos, os legumes, verduras e frutas 100% naturais são menores e um pouco mais feiosos que os convencionais.

Porque a produção ainda é relativamente pequena, há um problema de disponibilidade, ou seja, nem sempre é possível encontrar tudo o que se gostaria nas feiras e mercados (leia mais no texto de Paulinho Lencina, na página 29).

Porque a disponibilidade e a escala de produção são menores, o preço é (quase sempre) mais alto.

Em novembro, pegamos alguns exemplos na feira da Água Branca e numa grande rede de supermercados. De oito produtos (tomate, pepino, alface, mamão papaia, laranja, leite integral, batata e ovos), só um orgânico estava mais barato (a laranja - 2 reais contra 2,04 reais) e um custava o mesmo nos dois endereços (a alface, 1 real). Nos outros seis, vantagem para os convencionais. A maior diferença ficou com o pepino: 1,48 contra 5 reais. A boa notícia é que o aumento do consumo e o crescente interesse pelos alimentos naturais estão atraindo mais produtores para esse mercado. Assim, o custo do transporte por quilo deve cair e a oferta tende a se aproximar da demanda (quem freqüenta as feiras sabe como é decepcionante não poder dormir um pouco mais naquele sábado, pois quem chega tarde não encontra nada para comprar).

Mas, você já sabe, quem experimenta gosta - e não quer saber de voltar atrás. Pesquisa feita em São Paulo pelo Instituto Gallup mostrou que sete em cada dez entrevistados não se incomodam em pagar até 30% a mais para ter orgânicos no prato.

É gente que prefere gastar um pouco mais agora para economizar depois com tratamentos médicos. Gente que está de olho na saúde e quer comidas mais gostosas e duráveis - sem perder de vista questões ecológicas e de justiça social. Os benefícios, não há dúvida, se estendem também ao planeta. Está na cara que é melhor investir agora em modelos auto-sustentáveis do que ser forçados a gastar bilhões no futuro para tentar salvar a terra, a água e a vida do nosso mundo.

De olho no prato - prefira os alimentos que exigem menos agrotóxicos para ser produzidos
Nem sempre é possível ter só alimentos orgânicos em casa. Mesmo apelando para os convencionais é possível minimizar o consumo de agrotóxicos, fertilizantes e hormônios de crescimento.

Basta optar pelos que recebem menos químicos no processo de produção. Confira as dicas do agrônomo Moacir Roberto Darolt, pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná.

Risco menor
Feijão, peixes marinhos e folhas, caqui, pitanga, abacate, acerola, jabuticaba, coco, mexerica, nêspera. Esses alimentos têm ciclo curto de cultivo e recebem menos pulverizações com agrotóxicos. Os peixes marinhos são capturados no mar e não recebem nenhuma espécie de hormônio de crescimento, pois vivem livres em seu hábitat natural.

Risco médio
Arroz, carne bovina, peixes de água doce, beterraba, cenoura, alho, banana, manga, abacaxi, melancia, laranja, mamão formosa, maracujá.

Todos têm ciclo de vida intermediário e recebem um número de pulverizações um pouco maior do que os alimentos do grupo anterior.

No caso de bovinos e peixes criados em lagos, há presença de drogas veterinárias e hormônios de crescimento.

Alto risco
Frango, tomate, pimentão, berinjela, pepino, abobrinha, morango, goiaba, uva, maçã, pêssego, mamão papaia, figo, pêra, melão, nectarina.

São muito delicados para produzir e estão mais sujeitos ao ataque de pragas - portanto, recebem mais químicos. O tomate é campeão em resíduos: recebe em média 36 pulverizações com agrotóxicos.

E o frango é outro vilão. Criado de maneira intensiva, fica confinado e recebe doses enormes de hormônios de crescimento.

Aprenda a reduzir o nível de agrotóxicos nos alimentos convencionais

• Prefira frutas e verduras da época. Para forçar a produção fora da temporada natural, é necessário usar mais agrotóxicos.

• Lave frutas e verduras em água corrente durante pelo menos um minuto esfregando com uma esponja ou coloque-as durante 20 minutos numa solução de 1 litro de água com quatro colheres de sopa de vinagre.

• Tire as folhas externas das verduras, pois elas concentram mais agrotóxicos.

• Descasque as frutas, especialmente pêssegos e maçãs.

• Retire a gordura das carnes e a pele do frango. Substâncias tóxicas se acumulam mais nos tecidos gordurosos.

• Diversifique sempre os vegetais consumidos, pois assim você reduz a ingestão de um mesmo agrotóxico.

• Dê preferência a produtos regionais. Alimentos que percorrem longas distâncias, como os importados, normalmente são pulverizados pós-colheita e possuem um nível ainda maior de agrotóxicos.

Faça você mesmo - uma horta orgânica em casa
Uma forma de se livrar dos agrotóxicos e ainda ter um agradável passatempo é cultivar a própria horta orgânica. Nem é preciso ter um quintal grande. Bastam vasos ou canteiros, em casa ou no apartamento. Confira a seguir as dicas da Escola Bom Pastor, de Nova Petrópolis (RS), que mantém cursos de horta orgânica (www.escolabompastor.com.br).

EM VASOS

Como preparar
1 Escolha um vaso com furos.
2 Encha um terço do vaso com brita ou pó de brita, para a drenagem.
3 Coloque uma mistura de duas partes de terra, uma parte de composto orgânico (leia abaixo) e uma parte de húmus até a borda do vaso.
4 Por fim, espalhe um pouco de areia.

Como plantar
• Para temperos (salsa, cebolinha, manjerona), usar mudas e posicioná-las de maneira intercalada, em forma de triângulo.
• Para pepino, usar sementes (duas ou três delas por cova, de acordo com instruções na embalagem) e fincar estacas para o crescimento vertical.
• Para tomate, usar mudas e fincar estacas para amarrar os pés.
• O composto orgânico deve ser feito com esterco curtido de animais (para evitar cheiro e insetos) e restos de vegetais (cascas de legumes e frutas, pequenos galhos, folhas ou grama cortada).

EM CANTEIROS

Como preparar
1 Revolver o solo com enxada ou pá, deixando a terra bem solta e fofa.
2 Misturar o composto orgânico.
3 Passar o ancinho e dar forma arredondada.
4 Deixar o canteiro 20 centímetros acima do nível do terreno.
5 A largura do canteiro deve ser de no máximo 1,20 metro.

Como plantar
1 Marcar os espaçamentos (exemplo: os pés de alface devem ficar a dois palmos um do outro).
2 Posicionar as mudas de maneira intercalada, em forma de triângulo, para evitar a erosão.
3 Misturar as sementes com areia e espalhar com a mão sobre o canteiro da maneira mais uniforme possível.
4 Regar pelo menos uma vez ao dia. Em regiões quentes, duas vezes ao dia até as mudas emergirem.
Regar nas horas mais frescas, de preferência pela manhã.
Você pode plantar as mesmas culturas indicadas para os vasos e também alface.

Na feira orgânica
Os produtos são difíceis de achar e custam um pouco mais caro, mas o sabor não tem preço
por Paulinho Lencina
No corredor de uma grande rede de supermercados, pergunto ao funcionário.

"Por favor, onde fica a seção de alimentos orgânicos?"

"Só um pouquinho, senhor..."

Com uma cara meio de assustado, ele chama um colega.

"João, esse senhor quer saber onde ficam os alimentos orgânicos".

"Ah, por favor, me siga", diz o recém-chegado - e me leva até a seção de dietéticos. Sim, dietéticos! Saí dali certo de que a minha busca seria complicada.

Fiz a mesma pergunta noutra rede. Surpresa! Apareceu uma senhora que me auxiliou na busca dos orgânicos, com informações precisas de origem, produção etc. Paradoxalmente, a oferta desse tipo de produtos ainda é pequena nos grandes estabelecimentos.

Então, descobri que existem feiras de orgânicos em quase todas as grandes cidades. No sábado pela manhã, resolvo dar uma espiada na feira de produtos orgânicos que acontece no belíssimo Parque da Água Branca, zona oeste de São Paulo. Lá tem de tudo: frutas, verduras, sucos, laticínios. Até chucrute orgânico.

É uma coisa meio familiar: todo mundo se conhece. O vendedor cumprimenta o comprador pelo nome e sabe o que ele gosta de levar para casa. Uma curiosidade: muitas das bancas expõem, além dos produtos, a foto da própria família produtora.

Os vendedores não se cansam de explicar a procedência e o processo de produção, sempre acompanhados de folhetinhos (voltei de lá carregado deles). Na saída da feira, dá para tomar um café da manhã - orgânico, é claro.

Outra boa pedida para comprar produtos orgânicos são as tele-entregas de cestas de frutas e verduras. Normalmente são pequenos produtores que recebem as encomendas. Liguei e uma pessoa muito simpática me explicou que toda semana tem uma lista pronta com os produtos orgânicos da estação. Portanto, não adianta querer comer manga se não é época da fruta. "Vendemos o que a terra dá", me explicou o fornecedor. Isso faz com que você experimente novas receitas. Eu, por exemplo, comi almeirão pela primeira vez na vida. Avisos aos marinheiros de primeira viagem: não se decepcione com o tamanho das frutas e verduras (demorei a reconhecer uma couve manteiga, de tão pequena). A falsa perfeição visual dos agrotóxicos passa longe dos orgânicos. E prepare o bolso. Alguns são até três vezes mais caros que os produtos convencionais.

O bom é que são mais saborosos e saudáveis. E isso não tem preço.

Paulinho Lencina, jornalista, ouvindo Fela Kuti e lendo os folhetos sobre alimentos orgânicos. eufiz@abril.com.br

para saber mais

Para encontrar pontos de venda (lojas, serviços de entrega em domicílio, supermercados e feiras) em vários estados, visite o portal Planeta Orgânico (www.planetaorganico.com.br)

Feiras:

São paulo

• Água Branca - terça e sábado das 7h às 12h - Av. Francisco Matarazzo, 455 do Ibirapuera - domingo das 7h às 12h - Rua Tutóia, perto da Igreja do Santíssimo Sacramento

• Varejão do Ceagesp - sábado pela manhã - Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 rio de janeiro da Glória - sábado pela manhã - Praça do Russel

• Coonatura - terça-feira - Rua Professor Millward, 65 porto alegre

• Bom Fim - sábado das 7h30 às 13h - Av. José Bonifácio, 675

• Menino Deus - sábado das 7h30 às 13h, quarta das 15h às 20h - Av. Getúlio Vargas, 1384 brasília

• Orgânica - sábado pela manhã - SQS 703/4

• Associação de Agricultura Ecológica - quarta e sábado pela manhã - SQS 112 (quarta), SQN 315/16 e SQS 709 (sábado)

Na livraria:

• Alimentos Orgânicos - Ampliando os Conceitos de Saúde Humana, Ambiental e Social, Elaine de Azevedo, Editora Insular, Florianópolis, 2003

• Alimentos Orgânicos - Um Guia para o Consumidor Inteligente, Moacir Roberto Darolt, Iapar, Curitiba, 2002

• The Organic Foods Sourcebook, Elaine Marie Lipson, McGraw-Hill, 2001

Na internet:

www.planetaorganico.com.br - notícias e informações sobre alimentos orgânicos e produtores de todo o Brasil

www.agrorganica.com.br - portal de um grupo de voluntários que trabalham com agricultura ecológica e orgânica

www.ibd.com.br - site do Instituto Biodinâmico, que certifica produtores de alimentos orgânicos

www.aao.org.br - home page da Associação de Agricultura Orgânica, que funciona em São Paulo desde 1989

www.abio.org.br - site da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro

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