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Fui conhecer uma clínica para idosos, que recebe inclusive os portadores de males como Alzheimer e Parkinson. A oportunidade era boa para ouvir os velhinhos e, quem sabe, trazer uma boa história para contar. Já na porta, pensei que tinha errado o endereço: o predinho com cara de hospital que eu esperava encontrar era, na vida real, uma enorme casa térrea em estilo colonial, num bairro nobre de São Paulo, rua arborizada, tranqüila, silenciosa. No quintal, também vasto, vi jardineiras e mini-hortas suspensas, à altura do peito, para facilitar a vida dos “agricultores”. Lá dentro, em vez de camas hospitalares e enfermeiras zanzando, o que havia era salas, quartos, cozinha e banheiros, móveis bacanas, um telão na sala, como uma casa comum – ou, vá lá, a casa da sua tia. Nada ali faz pensar que alguns hóspedes têm problemas motores ou doenças terminais. A responsável por esse trabalho é Márcia Fanucchi, uma especialista em cuidados especiais para idosos. “Eles precisam se sentir em casa, e é o que oferecemos aqui: um lar.” A clínica é particular, o que privilegia os que têm mais recursos. Mas o modelo serve pra todo mundo.
Clínica Novo Tempo, (11) 3773-8221
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