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O nome científico desta rã é Philomedusa bicolor e os índios da Amazônia a chamam de kambô. Ela produz uma secreção que pode ser aplicada nas pessoas, como uma vacina, e acredita-se que isso garanta boa saúde e alto astral. A aplicação é feita com um tipo de cipó, que perfura levemente a pele, permitindo a absorção do produto. Não precisei ir muito longe para encontrar um personagem: Rodrigo Maroja, editor de arte da Superinteressante, submeteu-se ao tratamento. “Na hora, minha temperatura subiu bruscamente, o estômago começou a doer e senti um certo mal-estar. Mas isso durou cinco minutos. Saí dali com uma excelente disposição, que deve ter durado uns três meses.” Os estudos apontam as propriedades antibióticas e de alto poder imunológico desse remédio natural, e acredita-se que ele pode significar um avanço nos tratamentos de câncer, aids e mal de Parkinson, entre dezenas de outros. Historicamente, o conhecimento dos poderes da kambô pertence aos índios, notadamente os katukinas, do Acre. Mas há laboratórios do mundo inteiro testando a tal substância, e pelo menos dez já a patentearam, a exemplo do que ocorreu com a ayahuasca, o cupuaçu, a copaíba e outras riquezas do Brasil.
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