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A casa do arquiteto Paulo Montoro em Itapecerica da Serra, São Paulo, foi erguida com o mais simples dos materiais: taipa de pilão. Durante 11 anos, a construção serviu como um laboratório onde Montoro testou diferentes tipos de terra crua, larguras de parede, resistência, além do equilíbrio certo entre rusticidade e requinte. Ele adotou a técnica tradicional entre caboclos do interior do Estado: uma mistura de terra, areia, cal e baba de cupim (produto químico impermeabilizante), despejada e socada em fôrmas de madeira. O resultado é uma estrutura sólida e viva, que dispensa acabamento. Pode preservar o aspecto rústico ou ganhar reboco com pigmentos naturais. A inspiração veio da fartura da matéria-prima e do custo reduzido sai 50% mais barato do que alvenaria. A taipa é um material social, diz Montoro. Em 1997, ele e outros arquitetos criaram a ONG ABCTerra (www.abcterra.com.br) para normatizar a construção com taipa e possibilitar a execução de projetos financiados. São casas rápidas e fáceis de fazer. Conectam os moradores à natureza e podem baratear as construções no Brasil.
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