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Cenouras, alfaces, mangas, sementes e brotos não são exatamente o que se espera encontrar numa aula de arte. Não é o que pensa Ana Branco, do Departamento de Artes da Pontifícia Universidade Católica (PUC), no Rio de Janeiro. Ela usa essas e outras suculentas matérias-primas no BioChip, curso que investiga cores e a informação contida nos alimentos e na terra. O contato com alimentos saudáveis faz com que as pessoas se sintam integradas à natureza, explica. São informações matrísticas relacionadas à nossa origem, que, assim, pode voltar através do contato com códigos não-verbais. Há oito anos Ana adotou uma dieta orgânica com muito broto e alimento cru. Passou por uma grande transformação. Não dei conta de viver sozinha aquela experiência, tive de trazê-la para a aula. Seus alunos cortam, picam, amassam e misturam: é a arte através da leitura de formas, sabores, texturas e odores dos alimentos. Um quitute pronto é quase uma escultura. Depois, claro, todo mundo prova o resultado não há como resistir a uma obra de arte dessas. Ana percorre o Estado do Rio com as barracas do BioChip em feiras, escolas e eventos. E organiza uma feirinha orgânica no pátio da PUC, toda quinta de manhã.
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