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A porção mais conhecida de Luís
Vagner é a musical. Ele já foi
dançarino de rocknroll, baterista...
é ainda arranjador, compositor, cantor
talentoso, um pouco de tudo. Tocou
com Lupicínio Rodrigues, Jorge
Benjor, Reginaldo Rossi, Tonico e
Tinoco, Wilson Simonal, Erasmo
Carlos, um monte de gente. Ele é
guitarrista. Ou melhor, guitarreiro
talvez o único no mundo a ser
chamado assim. Graças a essa virtude,
é reconhecido hoje, no Brasil e no
mundo, como um dos inventores do
nosso swing o que agora se conhece
genericamente como samba-rock.
Na aparência, esse gaúcho de Bagé
está mais para rastafári. As tranças
longas à moda afro-jamaicana
antenas da percepção, como se diz
entre os confrades de Bob Marley
são uma de suas marcas registradas.
Alma sempre alegre, pra cima, na
atitude pode-se dizer de Luís Vagner
que ele incorpora a natureza do
instrumento as cordas nem esticadas
demais, nem frouxas, sempre
afinadas. Mas é o lado menos
conhecido do guitarreiro que lhe
garante o equilíbrio e a serenidade:
desde 1987, ele é budista da linha
Nitiren Daishonin, que revela a
possibilidade de iluminação a partir da
mudança de hábitos no próprio
indivíduo. Oro duas vezes por dia,
diz ele. Mas não sou muito rigoroso.
O budismo, claro, ajuda nas
composições. Aprendi muito a
importância da expressão, da força das
palavras. Para os vegetarianos, no
entanto, ele está longe de servir como
modelo. Não dá, né? Sou gaúcho.
Entre uma e outra
guitarrada, Luís Vagner
busca a paz e a
serenidade em Buda
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