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Em 1965, o psicólogo e antropólogo chileno Rolando Toro começou a usar uma dança diferente e sensual como terapia entre os internos da psiquiatria. Logo, outros pacientes pediram para ser tratados da mesma forma e a técnica começou a se espalhar. Assim nasceu a biodança, que se apóia em maravilhosas obviedades: dançar faz bem para o corpo, para a alma, o contato físico com outras pessoas quebra couraças, derruba egos, atropela noções de gênero, faz aflorar sentimentos de compreensão individual e mútua, igualdade e amor fraterno. Eu fui só duas vezes, mas gostei. Senti que discussões internas aparentemente bobas, como “quanto tempo deve durar um olhar?” ou “solto a mão dela agora ou não?” podem semear mudanças profundas na maneira como nos relacionamos com os outros no dia-a-dia, em ambientes repletos de isso-pode-isso-não-pode, gestos controlados e emoções refreadas. Enfim, se é para comparar, biodança é muito mais divertido do que deitar no divã. E seguramente custa bem menos.
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