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Você sabia que o tom e o timbre da nossa voz revelam alegrias, tristezas, medos, raivas e ansiedades? Ou escrevendo de outra maneira que a gente vive dando bandeira por aí e nem percebe? A vozterapeuta carioca Sonia Prazeres explica que, assim como a impressão digital e a íris são únicas, a identidade vocal também é. Existe uma ligação direta entre a emissão de voz e sua expressão emocional, diz ela. Mas acontece que o mundo ao redor condiciona e formata nossa voz,
eliminando as nuanças e as oscilações que tão bem representam nossas emoções. Com essa terapia diferente, é possível virar o jogo. A vozterapia tenta acessar todo o potencial vocal e também a sombra da voz que existe, mas não está sendo usada. Para fazer esse desbloqueio, Sonia, que é graduada pela School for Voice & Movement Therapy, em Londres, Inglaterra, usa exercícios respiratórios, técnicas de emissão de sons nãoverbais, associação de imagens e jogos teatrais. No processo, descobre-se, por exemplo, que a voz é andrógina, ou seja, que não se encaixa apenas nas chamadas faixas femininas (soprano, mezzo e contralto) e masculinas (tenor, barítono e baixo). Existem poucos modelos de vozes que quebram o padrão e se projetam além dos registros definidos pela escola italiana de bel canto, diz Sonia, citando os cantores Ney Matogrosso e Cássia Eller como exemplos de saudável transgressão. Não por acaso, eles assumiram o masculino e o feminino em suas vidas, e isso se reflete diretamente na voz, que, no caso deles, passeia do mais agudo ao mais grave.
Para saber mais sobre o assunto:
www.vozterapia.com.br.
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